Luciane Lourenço

Obra na avenida Nossa Senhora Aparecida é discutida em sessão

Publicado em: 19/10/2022 14:00

Whatsapp

 

Na tribuna, vereadora Luciane Lourenço discursa em sessão

Obra na avenida Nossa Senhora Aparecida é discutida em sessão

Vereadora Luciane Lourenço apresentou requerimento sobre o tema após problemas gerados pela obra

A vereadora Luciane Lourenço (PSD) apresentou, na sessão realizada na segunda-feira (17/10), o Requerimento nº 554/2022 solicitando informações ao Executivo Municipal sobre as obras que estão sendo realizadas na avenida Nossa Senhora Aparecida.

A obra tem causado alguns transtornos nos locais e, por isso, os moradores têm procurado os vereadores para apresentarem os problemas, como a dificuldade de acesso e tráfego dos veículos devido as obras.

Os moradores do local dependem dos veículos, tanto particular quanto os de transporte público, para irem ao trabalho ou à escola. Por isso, a parlamentar questiona quanto da obra já foi concluída, sendo comprovado por documentos. Luciane Lourenço também apresenta, no requerimento, uma proposta de abertura de uma estrada alternativa que viabilizaria a circulação dos moradores.

Na discussão da matéria, o vereador João Lázaro (PSDB) foi até a tribuna e parabenizou a vereadora pelo requerimento. “Eu estou vendo que essa Casa de Leis realmente está correndo atrás. Estamos preocupados com a situação da avenida Nossa Senhora Aparecida e os problemas que aquela população vem enfrentando.”

O parlamentar esteve na região junto com o vereador Pedro Melo (PL) na semana passada. “Conversamos com os moradores e fomos até a Prefeitura conversar com o senhor Rodrigo Louzada (secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano) e ele nos prestou um esclarecimento”, detalhou.

Na conversa com o secretário, os vereadores foram informados de que a empresa BRK Ambiental forneceu um relatório com dados que não corresponderam à realidade. “Quando iniciou o projeto, tudo aquilo que a BRK tinha passado, nada daquilo era verdade. Disseram que o encanamento de água estava em uma fase mais profunda e estava por cima da terra, isso atrapalhou muito”, explicou João Lázaro.

Sobre a possibilidade de abrir uma rota alternativa durante o andamento da obra, o vereador disse também ter conversado com o secretário. “Eu e o Dr. Pedro estivemos procurando os proprietários da rua lá do fundo para abrir. Quando se iniciou o problema, eu fiz um requerimento (Requerimento nº 299/2022, de 26 de maio) solicitando a abertura da rua.”

A resposta desse requerimento foi dada pelo secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, coronel Valdemir Guimarães Dias, de que necessitaria de avaliação técnica da Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano já que se tratava de abertura de via.

“O senhor secretário Rodrigo Louzada disse a mim e ao Dr. Pedro que ele nem estava sabendo dessa avaliação técnica e que nada havia chego até ele. Nós solicitamos para que ele entrasse em contato com os proprietários e o secretário se colocou à disposição.”

A área, no entanto, está ajuizada em dois processos ambientais em andamento. “Necessita de um parecer técnico dos órgãos competente do meio ambiente e ninguém quer colocar a mão na cumbuca enquanto não tiver esse parecer”, contou João Lázaro.

Sobre isso, o vereador solicitou ao assessor para assuntos legislativos, Dr. Gustavo de Freitas, que fizesse uma análise. “Infelizmente, o que nos resta a fazer é aguardar. Eu espero que essa Câmara Municipal esteja unida e realmente pensando na população da avenida Nossa Senhora Aparecida e vamos para cima dessa Flex (empresa responsável pela obra) porque geralmente tem dois, três funcionários trabalhando.”

A situação preocupa o vereador que cita a possibilidade de acidente. “Essa Flex não tem uma máquina porque enquanto não termina a obra pode, pelo menos, ir lá e acertando a rua, tapando os buracos para que a população venha a sofrer menos.”

Para finalizar sua fala, João Lázaro citou a limitação dos vereadores. “Eu estou vendo que todos os vereadores estão entrando com matérias, estão preocupados, mas vocês não sabem o que é ser vereador, nós temos limites e estamos de mãos atadas, dependemos que esta empresa tenha respeito com a população e agilize essa obra.”

O vereador Pedro Melo também falou sobre as obras da avenida. “Desde 2021 que eu venho batendo seriamente nessa empresa Flex que, infelizmente, vence as concorrências públicas de reformas e de construção em nossa cidade. Serviços esses de péssima qualidade.”

Pedro Melo também comentou sobre sua visita à região e sua conversa com o secretário juntamente com o vereador João Lázaro. “Os reclames da população é dia a dia nas redes sociais. Basta chover um dia que os funcionários não trabalham mais quatro dias, ou seja, faz duas semanas que a empresa não realiza nenhum serviço naquele local. Além disso, foram retirados os blocos, que foram roubados.”

Sobre o problema ambiental para se abrir um trajeto de desvio, o vereador comentou. “Tem condições de se desviar das árvores que estão lá, tem espaço para passar a máquina e nivelar. Eu estive vendo de perto e não vai derrubar árvore nenhuma. No local que antigamente tinha a rua cresceram algumas árvores lá, mas tem espaço para ter o desvio”, salientou.

A obra, segundo Pedro Melo, custou cerca de R$ 600 mil. “Agora tem que pagar mais R$ 150, 160 mil porque a BRK errou o cálculo da tubulação e pode quebrar. Então, teve que aprofundar um pouco mais e, enfim, já vão R$ 700, 800 mil reais nessa obra de reforma e realmente é vergonhoso o que nós estamos vendo.”

Além do custo adicional, o parlamentar também citou o atraso na obra. “Porque o prazo inicial era de quatro meses, ou seja, era para essa obra estar pronta dia 20 de outubro. A desculpa ´w as chuvas, mas cadê o pessoal para trabalhar mesmo na chuva? Tem que ter máquinas para tirar lama, para sugar a água acumulada para poder os veículos passarem.”

O vereador relatou o caso de uma senhora que tem que passar pelo local pelo menos três vezes ao dia. “Ela tem que usar o veículo dela para levar as duas criancinhas para a escola e não tem como passar. Então, ela não pode ir para o trabalho, enfim fica uma situação que cria um problema social.”

Já o vereador Marcelo Ozelim (Progressistas) contou sobre uma reunião que teve com o secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano. “Hoje, estive com o Rodrigo Louzada até para perguntar para ele quanto tempo ainda levaria para o término dessa obra e ele me disse a respeito das chuvas, que vamos depender muito desse período porque se chove realmente complica.”

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a condição do solo no local. “O solo daquele local não é apropriado, nunca foi, desde lá de trás quando colocaram esses bloquetes e sabemos que sempre deu problema”, pontuou. Por isso, foi necessário realizar contenções. “O solo não estava aguentando, ou seja, havia risco de vida também para as pessoas que ali trabalham. Então, foi colocada de dez em dez metros. Vocês imaginam a extensão da avenida Nossa Senhora Aparecida e ter que fazer contenção de dez em dez metros. É um caso muito grave.”

Sobre a passagem alternativa, Marcelo Ozelim também conversou com o secretário. “Além de ser uma área de preservação ambiental, tem outro agravo que é o gasoduto da Petrobrás. Eles estão com um problemão para ser resolvido, mas, a título de sugestão, eu acho que nós aqui, como Câmara Municipal, poderíamos fazer um requerimento, não só para a Prefeitura, mas com cópia também para esses órgãos competentes e teríamos um parâmetro, uma saída para aquela população”, sugeriu.

Marcelo Ozelim ressaltou a função do vereador neste caso. “Como João disse, todos os vereadores aqui estão sendo procurados e estamos correndo atrás por uma solução o quanto antes para que aquela população. Vai demorar por conta de todos esses problemas que nós relatamos aqui. Os vereadores têm sim se empenhados, mas, infelizmente, muitas vezes ficamos de mãos atadas”, concluiu.

O requerimento foi aprovado por unanimidade e será encaminhado para que o Executivo Municipal responda dentro do prazo regimental.

Por Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Porto Ferreira